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Políticas Afirmativas na Arquitetura e Urbanismo no Brasil

Dados, ações e caminhos para a construção de uma arquitetura mais diversa, representativa e inclusiva no Brasil.

✓ Dados e Estatísticas✓ Programas de Inclusão✓ Ações do CAU✓ Representatividade
Políticas afirmativas na arquitetura brasileira

A arquitetura brasileira é mais rica quando é diversa

A arquitetura e o urbanismo no Brasil são áreas que refletem as desigualdades estruturais da sociedade brasileira. Apesar de negros, pardos e indígenas representarem a maioria da população, sua presença na profissão ainda é significativamente menor .

As políticas afirmativas são ações necessárias para reverter esse quadro, promovendo o acesso, a permanência e o protagonismo de profissionais historicamente excluídos. Esta página apresenta dados, ações e caminhos para a construção de uma arquitetura mais diversa, representativa e inclusiva no Brasil.

Panorama: Dados e Estatísticas

O Retrato da Profissão

  • •55% da população brasileira se autodeclara negra (preta ou parda), mas na Arquitetura e Urbanismo representam apenas 22% dos profissionais (18% pardos e 4% pretos) .
  • •Entre os arquitetos e urbanistas, 85% dos homens e 86% das mulheres se classificam como brancos. Profissionais negros correspondem a apenas 15% dos homens e 14% das mulheres .
  • •O 1º Diagnóstico Gênero na Arquitetura e Urbanismo do CAU/BR revelou que apenas 4,33% dos profissionais se autodeclaram negros, com 27% de desemprego entre as arquitetas negras .
  • •O curso de Arquitetura e Urbanismo possui o menor índice de inclusão racial entre os cursos superiores, comparado a Direito, Medicina e Psicologia .

Ações do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR)

O CAU/BR tem atuado ativamente na promoção de políticas afirmativas, com destaque para a criação de comissões permanentes e projetos de mapeamento.

Comissão de Políticas Afirmativas (CPA-CAU/BR)

A CPA tornou-se permanente no CAU/BR, consolidando o compromisso com a diversidade e a inclusão. Em 2025, realizou o 4º Encontro da Diversidadedurante a Conferência Internacional CAU 2025, com salas lotadas .

Cartografia da Diversidade

A Câmara Temática de Difusão Nacional de Políticas Afirmativasdesenvolve um registro geolocalizado das práticas profissionais sob a ótica das políticas afirmativas .

Mapeamento da Arquitetura Indígena

Projeto nacional para reconhecer a arquitetura indígena como parte da arquitetura brasileira, valorizando saberes ancestrais como referência para políticas públicas .

Diálogos Estratégicos

A CPA promoveu imersões em universidades, como na UFRGS, para identificar a importância de pró-reitorias específicas para facilitar debates nas escolas de arquitetura .

Programas de Inclusão e Representatividade

Diversas iniciativas têm surgido para promover a inclusão de arquitetos negros, pardos, indígenas e de outros grupos sub-representados.

🎓 Sala Preta

Mentoria gratuita para arquitetos negros, criada por João Gabriel, que selecionou 50 alunos para capacitação em posicionamento, investimento, reconhecimento e encaminhamento profissional .

📋 Programa Aproxima

Estágio rotativo para estudantes pretos, pardos e indígenas em São Paulo, proporcionando experiências em escritórios, indústria e administração pública .

📄 Edital + Diversidade (CAU/RJ)

Premiação de R$ 25 mil para projetos e estudos que valorizem a diversidade na arquitetura, com categorias como Projeto Arquitetônico e Estudo Teórico .

🌿 Arquitetas Negras

Plataforma de pesquisa e contratação de arquitetas negras, coordenada por Gabriela de Matos, premiada com o Leão de Ouro na Bienal de Veneza 2023 .

Um Novo Momento para a Arquitetura Brasileira

"A arquitetura ainda é um setor branco, misógino e racista, que reproduz desigualdades da sociedade. É preciso que todos os programas do Conselho incorporem uma visão de ação afirmativa, com leitura de gênero, raça e inclusão."

— Aira Zabe, coordenadora administrativa do CAU/SP, no Conclave dos Pretos durante a Conferência Internacional CAU 2025 .

A realização do Conclave dos Pretos durante a Conferência Internacional CAU 2025 marcou um momento histórico para a profissão. O movimento nasceu de conversas sobre os desafios enfrentados por arquitetos negros e consolidou-se como um“ponto de partida” para a construção de uma aliança nacional .

Entre as principais demandas apresentadas ao Conselho, destaca-se a necessidade de um diagnóstico nacional sobre a atuação de arquitetos e arquitetas negras, com a inclusão de campos de raça, gênero e deficiência no cadastro do CAU .

O Caminho para a Frente

  • Diagnóstico Nacional: A realização de um censo completo da categoria, com recorte racial, é fundamental para orientar políticas públicas e ações do setor .
  • Educação e Formação: A aproximação com as universidades, como as palestras do CAU/RS, é essencial para formar profissionais conscientes e preparados para atuar com diversidade .
  • Políticas de Contratação: Incentivar escritórios e construtoras a adotarem políticas de diversidade em suas equipes .
  • Valorização de Saberes: Reconhecer e incorporar os saberes tradicionais indígenas e quilombolas como parte da arquitetura brasileira .
  • Democratização do Acesso: Programas de estágio, mentoria e editais como o +Diversidade são passos importantes para reduzir as barreiras de entrada .

O Compromisso da Camila Chalon Arquitetura

A Camila Chalon Arquitetura acredita que a diversidade é um valor fundamental para a construção de uma arquitetura mais justa, criativa e representativa. Nosso compromisso inclui:

  • Valorização da diversidade em nossa equipe e em nossos projetos.
  • Apoio a iniciativas e programas que promovem a inclusão de arquitetos e arquitetas negras, pardas e indígenas.
  • Divulgação de ações e políticas que fortalecem a representatividade na arquitetura, como as do CAU/BR e de programas como a Sala Preta e o Aproxima.
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